O Futebol da Dupla RioNal e o final do ano

O final do ano se aproxima, e ai a gente começa a pensar em tudo que foi o ano de  2016.  Mais claramente falando do futebol, e ainda mais  claro da Dupla RioNal.  E com isso começo dizendo: “Que anozinho bem mais ou menos pro futebol de Santa Maria, hein?” Parece que tudo deu meio errado, até o que parecia que ia dar muito certo.

Falando do Inter Sm e do Riograndense  de modo geral, podemos dizer que tudo começou no oposto. O Inter apostou em um treinador vindo do Rio de Janeiro, que não tinha experiência com o futebol do Sul, muito mesmo com o Campeonato  como a Divisão de Acesso. Começou uma pre-temporada com mais de 42 atletas, sem contar  a semana de ‘peneira’ que não classificou ninguém. Arriscado, por isso a dúvida de se ia dar certo.

O Riograndense  já foi diferente, mostrou logo nas primeiras contratações que vinha com  um time pra brigar pra subir para Elite do Futebol Gaucho ( algo que muitas vezes questionávamos: Como? Com que dinheiro?).  Apostou em um experiente e conhecido treinador do solo gaúcho. Que sabia muito bem o que era uma série A2. Veio com uma comissão técnica de nome, e já mostrou nos primeiros momentos e no primeiro amistoso  que para eles, a competição ia longe.  Mas será que isso ia durar mesmo?

Dois extremos, dois times, duas maneiras totalmente diferentes em apostar  em uma equipe para a Competição.  Pré- temporada em andamento, o Estádio Presidente Vargas cheio de atletas, começa a dispensa de alguns jogadores. Os Eucaliptos com trabalho sendo realizado e com reforços de mais nomes chegando. Uma competição difícil, com adversários que vinham investindo muito, e podemos dizer  que, da série A2, a Dupla era a que possuía uma das folhas de pagamento mais baixas.

Trabalhos em andamento, início das Divisão de Acesso adiado.  Começou a fase negra para a Dupla. O Inter até ia levando, porém, já com algum descontentamento com a comissão e treinador. O Riograndense com problemas mais graves, falta de energia e dispensa do elenco até uma definição  sobre o campeonato. E agora? Como isso vai ser?

O Inter SM muda de treinador e recomeça o trabalho, em atraso; já o Riograndense cogita não disputar o Acesso. O auxiliar técnico alvirrubro assume o comando da equipe, busca uma comissão e tenta recuperar o tempo perdido. O Riograndense dispensa treinador,  comissão e todo o elenco. O Periquito tem as asas cortadas.

O Inter Sm vai seguindo o seu trabalho, organizando o time, uma base já formada do que seria a equipe principal e já pensando nos primeiros adversários.  Alguns poucos do Riograndense se unem, assumem o clube e buscam reconstruir uma equipe com o que é possível ter e fazer com um baixíssimo investimento, e resolve ao menos competir, mesmo sem ter praticamente uma pre-temporada.

O que já estava  ruim, conseguiu piorar.  Os Estádios não foram liberados. Atraso e problema com PPCI e promotoria pública. A Dupla Jogou TODOS os primeiros jogos do turno FORA DE CASA. Sim, todos. E  as míseras partidas em casa, a maioria, com portões fechados sem a presença de público.

Andamento do Campeonato. Sem resultados positivos, o Inter Sm troca de treinador mais uma vez, e busca pra isso, uma solução caseira.  O Riograndense com sua precariedade, torna-se a equipe mais fraca da chave, e mesmo  com alguns bons jogadores que permaneceram, e poucos outros que vieram não  consegue as vitórias. A Dupla RioNal muitas vezes disputava a lanterna da chave. As esperanças pela vaga, não existia, e agora  a torcida era para não se ter os dois times de Santa Maria Rebaixados para a Terceirona Gaucha.

Com as partidas em casa, o Inter vinha conseguindo uma leve recuperação, e em algumas vezes se afastava do perigo do rebaixamento. Porém, as equipes da chave iam melhores e lá voltava o Inter pra zona de Risco. Com o Riograndense não foi muito diferente, as vitórias foram escassas,  e dificilmente o esmeraldino saia do ultimo da chave. Até houve uma esperança de escapar  da Terceirona, uma levantada no ânimo, porém, durou pouco tempo.

O Inter SM lutou bravamento,  não se classificou, mas teve como a maior vitória a sua permanência na Divisão de Acesso.  O Riograndense lutou até o fim com as poucas forças que restavam, mas não conseguiu, e caiu pra Terceira.

Um ano totalmente atípico, onde por vezes, não se acreditava em tal realidade.  Um ano em que por muitas vezes a alegria deu lugar as lágrimas, e o grito de gol  se calou. Em 2017 não teremos o Clássico RioNal, não teremos a partida que  mobilizava a cidade, e era tão bom fazer. Se para o Riograndense e o Inter Sm o ano de 2016 teve algo  de bom, que tenha sido o aprendizado, o aprimoramento de algumas ideias, e de que sirva de lição para aprender que certas coisas nunca  irão dar certo.

Torçamos para que 2017 seja um ano melhor, com mais alegrias, mais mantos verde e vermelho pela cidade. Com os Estádios cheios, e os torcedores largando o grito de gol , que esse ano ficou preso na garganta. É  o Inter SM, é o Riograndense, são clubes com histórias e com vitórias, e seja lá qual divisão  se encontram, tem que acreditar, tem que torcer e tem que viver, pois o futebol é assim, uma caixinha de surpresa, nem sempre boa, nem sempre como a gente espera, mas sempre com a esperança de recomeçar e ir ainda mais longe.

Foto: Divulgação 

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