O Inter SM foi a primeira equipe a começar a pré-temporada no dia 11 de janeiro. Desde o início se sabia da importância de um preparo físico dos atletas, principalmente se falando de uma Divisão de Acesso. Com o início da competição, se percebeu o quanto um bom trabalho faz a diferença dentro de campo. No caso do Inter SM, muito desse bom resultado se deve ao preparador físico da equipe, Guto Pires.
Guto vem trabalhando sempre atrelado com toda a comissão técnica, mas seu trabalho vem se mostrando de suma importância a partir do momento que os jogos começam a ser de quarta e domingo, com muito pouco tempo de recuperação. Trabalhos físicos, mas utilizando também muito a bola, desde os primeiros instantes. O Inter SM que tem como característica um time leve, e muito rápido, a preparação física é essencial, e o bom trabalho realizado vem fazendo com que os atletas aguentem os 90 minutos, e nessa superação também, acabam vencendo os adversários. De acordo com o preparador físico Guto Pires, ter começado cedo fez com que nenhuma etapa fosse queimada: ” a gente conseguiu passar por todas as etapas, e essas etapas agora estão surtindo efeito dentro do campo, não só a parte física, mas a parte técnico-tática em geral. (…) Essas sequências de jogos vêm sendo muito desgastantes então aquele começo, lá no início, foi importantíssimo pra gente conseguir ter essa sequência muito boa. ”

Nas 04 partidas que o Inter disputou até agora na Divisão de Acesso, o bom preparo físico se mostrou essencial principalmente nos momentos finais da segunda etapa, que é quando a perna começa a pesar, e o ritmo começa a cair. No jogo contra o Guarany de Bagé, principalmente, pode-se dizer que o Inter venceu, também, ‘ por que foi melhor de perna’, e teve fôlego até o final. Com a sequência de jogos, em condições adversas dos gramados, a preocupação acaba sendo uma possível lesão, e a recuperação dos atletas. O Inter que joga nesta quinta-feira, 23, contra o Guarani de Venâncio, e depois, no domingo, 26, contra o Avenida. ” Esse tempo curto ele vai dificultar um pouco a recuperação dos atletas, mas ao mesmo tempo a gente sabe que o ideal seria dar um tempo de recuperação em torno de 72 horas para os atletas, mas a gente sabe que esse tempo não vai ser possível. Estão, a gente segue trabalhando e não adianta ficar achando um problema quanto a isso, a gente tem que trabalhar, tentar da melhor forma possível suplementar, e ate mesmo alimentação, sono desses atletas, para proporcionar todas essas situações para que a gente tenha melhora de recuperação e eles estarem disponíveis para o Vinícius a fim de vencer esses três últimos jogos que faltam para o turno”, explica Guto.

Um trabalho dentro e fora de campo, o empenho de quem joga dentro das quatro linhas, e o esforço de quem trabalha fora para das as melhores condições possíveis para comissão e atletas. O equilibro da parte física, com o entendimento de um trabalho técnico-tático que faz com que um time tenha um bom desempenho, e se tratando de uma Divisão de Acesso, ter todos esses itens em harmonia já acaba sendo um diferencial em relação aos adversários.
